Aos Bordos
Escrito por nuno Rebelo    Domingo, 13 Dezembro 2009 18:00    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

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Inicialmente associados a uma imagem de lazer e diversão, os multicascos estão, decididamente, a dar cartas pelo mundo fora. A próxima edição da Taça América, a disputar já em Fevereiro nas águas de Valença, será marcada por dois autenticos monstros: o trimarã da BOR, que provavelmente utilizará uma vela/asa rigida, e o catamarã do detentor Alinghi que faz lembrar um Formula 18 em ponto (muito) grande. Os grandes recordes náuticos são estabelecidos por multicascos ultra-modernos. O circuito de Xtreme 40 viaja pelas principais cidades mundiais atraindo um cada vez maior numero de espectadores e participantes. Na vela ligeira, a Formula 18 é uma das classes de vela que mais cresceu, e continua a crescer, a nivel mundial. Os mundias ISAF da juventude (espécie de JO da juventude) contemplam uma classe de catamarã o SL16. Por todo o mundo se aposta na utilização de cata ou trimarãs seja para ensinar e formar velejadores seja para disputar as mais exigentes competições do planeta.

Alheia a tudo isto, a ISAF retirou dos proximos JO a classe de multicasco, até agora representada pelo Tornado, mantendo a vela associada a uma imagem já ultrapassada, nada apelativa para o publico e para os media. Independentemente do respeito que todas as classes de vela me merecem, julgo que é hora de as Federações Nacionais e Regionais, as Associações de Classe, os Clubes e cada um de nós individualmente, contribuir para a cada vez maior divulgação e afirmação da vela em catamarã.

Apetece parafrasear um comentário visto, algures na internet:

CAT SAILORS - TOO FAST FOR THE OLYMPICS...

 

Nuno Rebelo dos Santos